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VOL 1 - CAP 10

  O Reino de Glimoria

  Cerca de dez dias se passaram

  Finalmente avistamos as torres altas e uma muralha enorme que parecia n?o ter fim, o terreno era irregular, vi alguns guardas fazendo patrulhas constantes, estávamos perto, mas ainda faltavam dias de viagem até o port?o principal, olhando para o reino de Glimoria tudo parecia pedras velhas e torres que arranhavam o céu.

  Durante os dias caminhávamos e durante a noite descansamos, minha m?e sempre ficava de vigia durante as noites mas uma noite acordei e vi ela dormindo com a espada entre os bra?os, foi minimamente fofo. Desde aquele ataque que sofremos minha m?e ficou alerta a qualquer barulho e estalos, ela parecia estar sempre esperando um próximo ataque. A morte daquele Goblin ainda pesava, será que eu poderia contornar a situa??o ?

  Já está anoitecendo e vi um grupo de guardas vindo em nossa dire??o

  — PARADOS!! — Um dos guardas gritou, todos estavam de espadas e lan?as apontados para nós. Minha m?e desceu do cavalo e empunhou sua espada.

  — Quem s?o vocês ? — Minha m?e perguntou com uma voz baixa empunhando sua espada.

  — SE ACALME LYRA!! — Gritou meu pai pulando do cavalo.

  — Abaixe a sua espada! — Disse um dos guardas

  — E Se eu n?o quiser. — Disse minha m?e.

  Os guardas est?o nos cercando com espadas e lan?as, será que dá para sair dessa situa??o sem causar mais sangue? N?o. Eu n?o podia deixar isso acontecer. Se Minha m?e atacasse, aqueles homens provavelmente morreriam em segundos, e nós seríamos criminosos antes mesmo de entrar na cidade.

  Pensa Kaelen pensa Kaelen

  Meu cora??o disparou. Se minha m?e come?asse um massacre aqui, viramos inimigos do reino de Glimoria

  — Pai diga que viemos da convoca??o do rei!! — eu disse em um tom alto, tentando manter a voz firme

  — Estamos aqui sob prote??o e convite direto do Lorde Galrion, se tocarem um dedo em nós vocês responder?o ao próprio Lorde! — disse meu pai

  O líder dos guardas, um homem de meia-idade com uma cicatriz cruzando a metade do rosto, aproximou-se cautelosamente e olhou para minha m?e, que ainda mantinha a espada erguida, os olhos faiscando como brasas.

  — Por acaso vocês s?o os refor?os que o rei convocou ? — o guarda murmurou, o tom de voz mudando de agressivo para confuso.

  — Sim n?o queremos batalhar, fomos apenas chamados pelo rei!! — disse meu pai colocando os bra?os envolta dos ombros da minha m?e

  — M?e... abaixa a espada. Eles s?o os guardas real. Acabou.

  Guardem as armas! — disse o líder para o seus homens

  Os guardas abaixaram as lan?as e espadas, minha m?e respirou fundo e abaixou a espada, o som do metal deslizando de volta para a bainha foi o som mais reconfortante que ouvi em dias, o perigo de um massacre imediato havia passado, conseguimos evitar algo maior. Ainda bem.

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  — Pe?o desculpas, senhor — disse o guarda olhando para o meu pai fazendo uma reverência curta. — Tivemos relatos de espi?es e desertores na estrada. Ver uma mulher armada e um homem com roupas de mago nos deixou em alerta.

  — Iremos escoltar vocês até os port?es do reino. — Disse o líder.

  O líder desse grupo de guardas era estranho, n?o confiava nele, sentia algo estranho vindo dele

  Enquanto os guardas se organizavam para nos escoltar, senti minhas pernas fraquejarem. Tínhamos evitado uma tragédia, preciso relaxar um pouco, preciso de uma banheira com água quente para relaxar, pena que nesse mundo n?o tem algo assim.

  — Sigam-nos — disse o líder dos guardas. — O Lorde Galrion n?o gosta de atrasos, e vocês já est?o cinco dias atrasados.

  — CINCO DIAS? — disse meu pai, e continuou — O Mensageiro n?o disse dias!!

  Dois dias se passaram e finalmente chegamos no Reino de Glimoria, vi muitos o que pareciam ser mercadores por aqui, era barulhento demais e nem estávamos dentro do reino ainda, também havia vários guardas ao lado da entrada principal, acho que o sistema de seguran?a desse mundo é bem fraco. Claro que os guardas devem ser muito forte

  — Quem s?o vocês ?? — falou uma voz rouca vindo do lado direito — Para que voces querem entrar no Reino ?

  A voz vinha de um an?o vestido de armaduras pesadas e uma espada na cintura, será ele o porteiro do Reino ?

  — Viemos ao chamado do Rei! — Disse meu pai.

  — Vocês s?o os refor?os que o rei aguarda? — disse o an?o

  — Sim. — Disse meu pai

  — Pode entrar e bem vindo ao Reino de Glimoria — disse o an?o estendendo a m?o em dire??o a entrada.

  Glimoria era uma cidade de pedras velhas e torres que arranhavam o céu. Soube que era aqui que o centro dos melhores magos e combatentes das redondezas se encontravam.

  Ainda estávamos seguindo o Líder dos guardas, ele era bastante misterioso e única coisa que descobri dele foi o nome era Vane HallowFell, ele n?o falava muito o olhar dele parecia vazio parecia encarar um po?o sem fundo, quando o encarava, parecia que ele olhava para dentro de mim, dava medo só de lembrar.

  A viagem levou cerca de doze dias no total. dez dias até o encontro tenso com a guarda de Vane nas redondezas, e mais dois dias de escolta sob o capit?o Vane até cruzarmos

  os port?es de Glimoria.

  Caminhamos por ruas pavimentadas, o barulho dos mercadores lá fora foi diminuindo, substituído pelo som das botas dos guardas e cochicho. Eu observava as pessoas desse reino, todos pareciam ser ricos, muitas pessoas pararam para olhar para nós, era meio desconfortável parecíamos que éramos algum criminoso ou que jogamos pedra no rei.

  — Chegamos — disse Vane.

  Finalmente tínhamos chegado, paramos diante de outro port?o de madeira ao lado tinha um guarda parado, ele n?o estava com armaduras pesadas e nem escudos, apenas com roupas leves e uma espada na cintura, em cima do port?o tinha um símbolo, era uma espada atravessando algo que parecia um drag?o de três cabe?as.

  Vane se virou para nós.

  — Aqui é a honrada casa Galrion, umas das três grandes potências de todo o reino, pe?o que tratem com respeito. — Vane continuou — O Lorde os espera. N?o causem problemas

  O guarda que estava ao lado abriu um dos port?es, ele n?o falou nada e praticamente n?o olhou para gente, será que ele confia na gente? Acho que essas pessoas desenvolveram algum super poder de olhar para alguém e decidir se confia ou n?o. Eu estou com um pressentimento bom em rela??o a essa casa Galrion, poderia facilmente aprender coisas novas aqui com os melhores combatentes do reino.

  Assim que cruzamos os port?es, o som de a?o contra a?o ecoou. No centro do pátio, duas figuras se moviam com uma velocidade impressionante, quase n?o consegui acompanhar com os olhos, quando pisquei, vi um menino no ch?o e algo voando da m?o dele, pisquei os olhos novamente apareceu uma menina segurando uma espada apontada na garganta do menino, a espada provavelmente era de madeira, soube disso pela cor, mesmo de longe espadas de madeiras é notável a diferen?a.

  A menina retirou a espada de madeira da garganta do garoto e limpou o suor da testa com as costas da m?o. O cabelo dela era de um Azul profundo que na minha antiga vida eu chamaria de Azul Royal, quando percebi ela já tinha nos percebido, seus olhos estavam em minha dire??o, minhas pernas est?o tremendo, eu estou com medo.

  — Quem s?o eles, Vane? — ela perguntou. — Mais gente para o papai sustentar?

  — S?o os refor?os, Senhorita Elara. Trate-os com o mínimo de decência, se sua educa??o permitir.

  O Vane ainda estava conosco, ele tinha entrado junto com a gente pelo port?o, mas o restante dos guardas que nos escoltaram n?o estava mais conosco, antes de entrarmos o Vane tinha feito um gesto com a m?o, e os guardas foram embora.

  — Vane — ela disse, sua voz jovem, mas carregada de uma autoridade irritante. — Papai disse que chegaria com "refor?os". Eu só vejo um mago cansado, uma mulher tensa e... — o olhar dela parou em mim, estreitando-se. — O que é isso? Um boneco de porcelana que aprendeu a andar?

  Eu n?o respondi. Apenas a encarei de volta. Uma pessoa racional n?o morde qualquer isca.

  — Ele é Kaelen Mornhart — disse Vane. — E eu sugeriria que você n?o subestime o "boneco", senhorita Elara. Ele viu mais sangue nos últimos doze dias do que você em toda a sua vida no pátio.

  O silêncio caiu sobre o pátio. Elara ergueu uma sobrancelha, claramente ofendida, mas antes que pudesse retrucar, as portas principais da mans?o se abriram.

  — Chega, Elara — um homem alto, com uma túnica verde e uma presen?a que parecia tirar o ar ao redor, saiu para o pátio. Tenho certeza que era o Lorde Galrion.

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